sábado, 14 de janeiro de 2017


Olá queridos. Escrevi essa carta de consolidação e não consegui compartilhar. Segue agora. Creio que trará uma forte reflexão e mudança, como trouxe para minha vida.

Simões Filho, 17 de setembro de 2016. 

Em gálatas 6:10 está escrito: "Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé."


Querida irmã, querido irmão:

Grande prazer em compartilhar com vocês, mensagens que Deus ministra ao meu coração, em cada meditação. São muitos rhemas, a cada dia, o dia todo. Por isso, sinto-me muito honrada em escrever essas cartas.
No fim do primeiro semestre eu vivi uma experiência muito forte que muito me impactou. Já há algum tempo Deus ministrava na minha vida sobre ter zelo com o que é colocado em minha mão para eu cuidar. Em pequenas situações o Espírito ia ministrando: “Cuide, para não morrer”. Isso ia crescendo. Até o dia em que Blue[1] morreu e Igor chorou desesperadamente. Mas ele não cuidou devidamente. Por mais que falássemos a ele, o alertássemos. Fiquei muito triste. Alguém pode dizer: “era só um pássaro”. Era uma vida! Estava sob a responsabilidade maior de Igor, porque pertencia a ele, mas todos nós estávamos envolvidos nessa atenção.
Fiquei pensando muito nesse episódio e sendo ministrada sobre o “cuidado para não morrer”. Então fui ao quintal de mainha e olhei para as suas plantas. Mainha amputou a perna em 2009, por complicações no sistema circulatório. Desde então a rotina da minha vida mudou completamente. Continuei trabalhando, mas com todos meus horários adaptados a dar atenção a ela.
Ela é muito ativa. E tenta se readaptar realizando muitas atividades que gostava de fazer em casa. Até outro dia preparava o almoço, mas depois não conseguiu mais depois que fez cirurgia de catarata.
Ela sempre gostou muito de plantas e mesmo com a perna amputada sempre cuidou de suas plantas, molhando, fazendo mudas, tirando as folhas secas, vendo se tinha alguma praga. Todos os dias estava lá no quintal de casa para essa rotina que sempre amou.
Eu sempre a assisti auxiliando nas outras coisas que ela foi deixando de fazer, ou precisava de auxílio, mas essa rotina com as plantas eu “não estava nem ai”. Muito trabalho. Também não gosto de cuidar de plantas. Em nossa casa não tem nenhuma planta. Até uns pés de feijão que Igor plantou para fazer uma experiência Eliene jogou no lixo.
Então, numa certa manhã, quando fui ao quintal pegar algo na lavanderia, meus olhos bateram nas plantas de mainha. Fiquei arrasada com o que vi. Fiquei ali parada no meio do quintal, pensando. Mainha estava dormindo. Era pouco mais de sete da manhã. As plantas dela estavam sempre verdinhas, porque ela cuidava. Nós mesmos fizemos algumas selfies nesse “jardim” dela, como vocês veem a seguir. 
     

A situação das plantas do jardim de mainha estavam desse jeito, mostrado nas fotos, que fiz questão de registrar:





Senti muito, pois se ela pudesse não deixaria suas plantas chegarem naquele estado. Havia ficado um tempo debilitada por causa de uma hemorragia digestiva que a hospitalizou por mais de vinte dias, também teve a cirurgia da catarata que não foi bem sucedida em um dos olhos. Por tudo isso ficou afastada de suas plantas.
Naquele momento, conversei com o Pai sobre tudo que aquela cena me fazia refletir acerca de mainha e a minha responsabilidade de cuidar de tudo que ela sempre cuidou com muito amor, por mais que eu não quisesse aquele compromisso e nem gostasse dele.
Peguei a mangueira e comecei a molhar as plantas. A terra seca, as folhas secas. Será que ainda tinha jeito de elas voltarem a ficar verdes? Pensei com pouca expectativa.
Assim, todas as manhãs, bem cedo, antes de trabalhar ou fazer qualquer outra coisa, lá estava eu em minha nova missão. Fiquei emocionada quando, uma semana depois, vi nascer um broto de palmeira.
Fiquei pensando nas discípulas, nas células, no que estava morrendo em nossas vidas e na vida de quem estava próximo a nós por falta de cuidado, por não regar, para manter verde. Foi um tempo de intensa reflexão e tomadas de atitudes, orações, intercessões, lembrando de pessoas, enquanto eu molhava as plantas.
Quase um mês depois não pude deixar de registrar o que vi, emocionada, feliz, tendo aprendido uma grande lição sobre mordomia, cuidado, comprometimento.  Como vocês veem nas fotos abaixo.




Para concluir, pratiquemos mais e mais o que está escrito em  “tudo que vier à tua mão para fazer, faze-o com toda a tua força, como se fosse para o Senhor”.
A responsabilidade foi concedida a cada um, conforme a missão que está designada a nós nesse planeta. Avancemos, pois, lembrando: “se não cuidar, morre...”!


Abraço, Eliade­


Essa foto tirei no dia 11 de dezembro de 2016. Dois dias após mainha ter partido. Continuo cuidando do seu lindo jardim. Em meio a dor e choros, um sorriso ao lembrar do seu local preferido.











[1] O periquito de Igor.

Um comentário: