domingo, 14 de fevereiro de 2016

FILHO E PAI X PAI E FILHO


Ao meditar no versículo 31 de Lucas 15, fiquei pensando sobre o relacionamento de pai e filho. O versículo diz assim: “ Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo. Tudo que é meu é teu.”
Nos dois versículos anteriores o irmão do filho pródigo veio requerer do pai, porque ele o servia há tanto tempo, nunca havia transgredido a uma ordem do pai e o pai nunca havia dado sequer um cabrito para ele se alegrar com os amigos. No entanto, o irmão dele, que havia gasto toda a herança que o pai dera, o desonrara, agora voltava e era recebido com festas.
A resposta do pai, chama a atenção para o relacionamento desse filho. O pai estava sempre à disposição dos filhos, mas eles precisavam enxergar isso e ter atitude de aproximação com o pai, tanto quanto o pai tinha para com eles.
O filho pródigo sabia que tinha parte na herança do pai. Foi até o pai e pediu. O pai deu. O outro filho, provavelmente observa essa atitude do irmão criticamente. Serve ao pai, é obediente ao pai, mas, pelo visto, não se aproximava para compartilhar com o pai o que sentia, o que queria. Fazia o seu dever de servir, de obedecer, honrar com a obediência, sem transgredir a nenhuma ordem do pai.
O filho prodigo esbanjou a sua herança, foi viver os prazeres da carne, afastou-se do pai. E quando se sentiu vazio de tudo, se lembrou do pai e, arrependido, decidiu que voltaria para o pai. O conhecia. Sabia que se pedisse um emprego ao pai, ele o concederia. Assim poderia ter alimento e ainda estar perto do seu pai. Sem titubear, foi até o pai e humilhado, pediu que o pai o recebesse de volta, nem ousou que o pai o recebesse como filho, pois reconhecia que a forma como agiu com o pai não era o que um filho faria.  Mas, o pai o recebeu de volta, de braços abertos e ainda com uma grande festa.
O outro filho não pedia, provavelmente não falava o suficiente com o pai. Mas, quando se aproximou para questionar o pai, foi lembrado: “estás sempre comigo, o que é meu é teu”. É como se o pai dissesse: “Filho, se querias um cabrito para te alegrares com os teus amigos, porque não pegastes? Estás sempre comigo e não sabes ainda ficar à vontade comigo e com o que é teu?” .
Esse texto me fez parar e pensar profundamente nesse aspecto da nossa relação com o Pai. Somos seus filhos, Ele disse: “Tudo é vosso” (Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso” I Cor. 3:21). Temos parte na herança do Pai, Ele disse que nos daria o que pedíssemos (Mateus 7:7), mas não temos. Por quê?
É necessário revermos a nossa relação de filhos com o Pai Deus. Ele está sempre à nossa disposição de braços abertos. Mas, e nós, de que forma temos nos aproximado d’Ele? Qual tem sido a nossa motivação para usufruirmos da herança que temos com Ele? Estamos apenas buscando cumprir o nosso dever como filhos obedientes, sem transgredir, mas mantemos distância? Que tipo de filhos temos sido em nosso relacionamento com o nosso querido Pai? Pensemos nisso e nos posicionemos!













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