“Que queres que eu te faça?”. Parei e viajei no pensamento
diante dessa pergunta de Jesus ao cego de Jericó.
O cego escutou o barulho da multidão e quis saber do que se
tratava.
Ao tomar conhecimento de que Jesus estava passando por ali, não se
importou com a multidão e começou a clamar em alta voz para que Jesus tivesse
compaixão dele.
Em outras palavras ele pedia que Jesus olhasse para ele.
Ele
reconhecia que ali estava a solução para todos os seus problemas, o milagre que
esperava há muitos anos na sua vida.
O seu clamor ecoava, ensurdecedor, a ponto de incomodar a
multidão e esta pedir-lhe para que se calasse.
Ele se calou?
Muito pelo
contrário, gritou mais alto.
A sua necessidade por socorro, por salvação, por
mudança, era superior ao orgulho, ao medo da multidão, a vergonha.
O seu
milagre estava a pouca distância dele e ele não poderia perder aquela
oportunidade.
Jesus parou diante do seu clamor.
Jesus mandou que o levassem
até ele.
Eu imagino que esse homem chegou diante de Jesus, tremendo, rosto molhado
pelas lágrimas, corpo trêmulo e expressão desesperada no olhar.
Em pé, frente a
frente com Jesus, o cego tinha a sua oportunidade de salvação palpável.
Imagino o olhar de muito amor e carinho de Jesus para com
aquele homem que clamava por ele, em muito desespero, com muita fé em Jesus,
pedindo-lhe socorro.
A fé daquele homem moveu o coração de Jesus e ele parou e
perguntou:
“Que queres que eu te faça?”.
“Senhor, que eu torne a ver”. O cego respondeu.
Jesus então lhe disse:
“Recupera a tua vista; a tua fé te
salvou”.
Imediatamente o cego tornou a ver e seguia a Jesus,
glorificando-o.
O povo de Deus vendo isso lhe dava louvores.
“Que queres que eu te faça?”.
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